Este blog é direcionado a estudantes de teologia e pessoas envolvidas com trabalhos sociais. Além, de buscar ser uma fonte de inspiração para cristãos desejosos de viver plenamente sua espiritualidade.

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domingo, 16 de dezembro de 2012

MORTE ONDE ESTÁ  A TUA VITÓRIA?
A fonte da vida veio até nós, a fonte da vida morreu por nós. Não nos deixará sua vida aquele que nos fez o dom de sua morte? Eis a salvação que não se anula. Por que? Porque não termina.
A salvação veio a terra, mas encontrou aqui a nossa morte. Porventura, quando o Senhor Jesus Cristo veio, como homem, até nós, encontrou a salvação neste mundo? À semelhança de um mercador, veio de sua região e trouxe um grande bem; contudo, achou em nossa terra frutos abundantes.
Quais eram esses frutos? O nascimento e a morte. Deles a terra está cheia. Ele, portanto, nasceu e morreu.
De que modo veio ele? Veio à nossa região por um caminho desconhecido dos homens. Veio do céu, do seio do seu Pai; todavia, nasceu sujeito à morte. Nasceu pelo Espírito Santo, da Virgem Maria. Cristo nasceu pelo Espírito Santo da Virgem Maria. Cristo nasceu mortal, para nós, os mortais. Foi assim que veio o Salvador. Morreu, porém matou a morte, destruiu em si mesmo aquela que nos causava terror.
Onde está ó morte? Procurai a em Jesus Cristo; já não existe. Estava nele, mas nele morreu. Ó vida, morte da morte! Tende coragem: morrerá também em vós. O que foi iniciado na cabeçs há de prosseguir nos membros.
Também em nós a morte há de morre. Quando? No fim do mundo, na ressurreição dos mortos, na qual cremos com certeza. Quem crer e for batizado será salvo.
Escutai essas palavras de vitória que se repetirão quando não mais existir a morte, quando também em nós, como em nossas cabeça ela a tiver percebido. É preciso que se torne imperecível  o que é perecível em nós, diz São Paulo, e que o mortal se revista da imortalidade.
Então se realizará a palavra da Escritura: A morte foi tragada pela vitória. Será esta a salvação daquele que crer e for batizado. Amai e esperai a salvação eterna.
(Do Sermão 232, Pl 38) _ Santo Agostinho
 

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